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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A História da Ford









1903
16 de junho - fundada em Detroit a Ford Motor Company, com capital inicial de 28 mil dólares. Logo em seguida é apresentado o 1º automóvel Ford, o Modelo A, tendo 1708 unidades fabricadas até o ano seguinte. Abertura do 1º distribuidor Ford em São Francisco, sendo que a marca passa a exportar seus veículos para a Grã-Bretanha.
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1904
Abertura da 1ª fábrica da Ford fora dos EUA, em Ontário, Canadá. O Modelo A é exportado para a Austrália.

1905
Início da produção de veículos no Canadá

1908
Abertura da 1ª filial fora da América, em Paris, França. Apresentado o Modelo T, o primeiro veículo no qual Henry Ford pôde introduzir suas ideias revolucionárias. Um veículo extremamente simples e confiável, de construção robusta e baixo preço, viria a revolucionar o conceito do automóvel, que deixava de ser um luxo para poucos, e viria a ser eleito o ""O Carro do Século"". Com a introdução do Modelo T, a Ford se torna o maior fabricante norte-americano de automóveis (mais de 15 milhões de unidades foram fabricadas até o encerramento da sua produção em 1927). Porém, quando o Modelo T foi apresentado, os métodos de produção ainda eram os convencionais da época.
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1909
Henry Ford e seu filho Edsel construíram seu próprio avião com motor do Modelo T. Chega ao Brasil o Ford mais antigo que se tem notícia neste país. Nessa época, recaía sobre veículos vindos da Europa a preferência dos poucos brasileiros que podiam comprar automóveis, em geral, ricos fazendeiros de um país essencialmente agrícola e com indústria incipiente. O meio de transporte mais comum era ainda de tração animal, mas os novos bondes elétricos causam sensação nas cidades.

1911
Abertura da 1ª fábrica da Ford fora da América, em Manchester, Inglaterra.

1913
Henry Ford assina contrato para venda do Modelo T na China, Indonésia e Siam. É aberta a 1ª sucursal da Ford na América do Sul (na Argentina), estabelecendo sua 1ª oficina e salão de vendas. Os automóveis Ford no Brasil eram importados por William T. Wright. James Couzens, Secretário-Geral da Ford Motor Company e homem de confiança de Henry Ford, ordena que o Gerente de Exportação da Companhia, Ellis Hampton, viaje para a Argentina com o intuito de estabelecer uma filial da Ford naquele país, o que se concretizou em fevereiro de 1914. A filial argentina daria origem à filial brasileira, alguns anos depois. Os automóveis Ford, no Brasil, eram então importados por William T. Wright. Henry Ford inicia os experimentos com o conceito de linha de montagem móvel, que se efetivaria em 1914 e iria revolucionar a produção de automóveis. Com o aumento da produção, mais da metade dos automóveis produzidos nos Estados Unidos, no início da década de 20, eram Modelos T, que chegaram a custar um mínimo de 260 dólares.

1914
Criação da Aston Martin, marca de carros esportivos de luxo.

1914/18
Com o advento da 1ª Guerra Mundial, paralisou-se a vinda de automóveis europeus para o Brasil, aumentando a procura por automóveis vindos dos EUA (principalmente do Modelo T).

1916
Começa a funcionar a fábrica da Ford em Buenos Aires, Argentina - a 1ª da América Latina.

1917
Início da construção da planta Rouge, em Derborn, Michigan, perto de Detroit, que permitia a produção completa de veículos desde o processamento da matéria-prima até a montagem final. A rápida expansão dos mercados sul-americanos leva à ampliação da linha de montagem argentina, que já não é suficiente para atender à demanda. Henry Ford está atento à importância que o automóvel tem no desenvolvimento de países essencialmente agrícolas e de grande extensão territorial, como o Brasil. Fundação da Lincoln Motor Company por Henry M. Leland, que seria adquirida pela Ford Motor Company em 1922. Apresentado o Modelo TT, o 1º caminhão Ford, que marcaria o início de uma longa tradição Ford em veículos de carga no Brasil e no mundo.

1919
Edsel Ford, único filho de Henry Ford, assume a Presidência da Ford Motor Company. A criação da filial brasileira é aprovada pela diretoria da Ford Motor Company, com capital inicial de 25 mil dólares transferidos da filial Argentina, que também despachou E. A. Evans e Benjamin Kopf para São Paulo, para o estabelecimento da nova filial brasileira, que teria vida independente da filial argentina. E. A. Evans estabeleceu o início das operações com apenas 12 funcionários num depósito de 2 andares na rua Florêncio de Abreu, no centro de São Paulo, onde se iniciou a montagem de automóveis Modelo T e caminhões Ford TT. Foi o primeiro fabricante de automóveis a se estabelecer no Brasil. No primeiro ano de operações da filial brasileira foram vendidos 2447 automóveis, e mais de 4000 unidades foram vendidas no ano seguinte. É apresentado o primeiro trator Ford nos EUA, denominado Fordson, que logo viria a ser montado no Brasil.

1920
O governo de Epitácio Pessoa autoriza, formalmente, o estabelecimento das operações da Ford no país. As instalações são transferidas para um rinque de patinação na Praça da República. A Ford Motor Company compra a estrada de ferro Detroit-Toledo-Ironton (DTI) e a utiliza por 8 anos para controlar o transporte e o fornecimento para a fábrica em Dearborn. A produção da Ford passa a representar mais da metade dos automóveis produzidos nos EUA, durante todo o início dessa década.

1921
Inaugurada a nova sede própria da filial brasileira à rua Solon, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, em um prédio especialmente construído para funcionar como linha de montagem (que existe até hoje exatamente como foi construído pela Ford). Foi a 1ª instalação industrial construída no Brasil com esse propósito, sendo o engenheiro responsável pela obra B. R. Brown, que também havia supervisionado também a construção da fábrica norte-americana de Highland Park, a principal instalação industrial da Ford na época. O Gerente-Geral da filial brasileira era o dinamarquês Kristian Orberg, que se manteria no posto até 1953.
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1922
Em 4 de fevereiro, a Ford Motor Company adquire a fábrica de automóveis de luxo Lincoln, e inicia-se a importação desses modelos para o Brasil.

1923
A filial brasileira da Ford Motor Company conta com 124 funcionários, e tem capacidade de produção anual de 4700 carros e 360 tratores. A capacidade diária de produção era de 40 veículos.

1924
O volume de vendas do Modelo T nesse ano, de 24.250 unidades, foi o recorde da filial brasileira até a década de 60, quando foi introduzido o Ford Corcel. A Ford participa da 1ª exposição de automóveis do Brasil, no Palácio das Indústrias, em São Paulo, entre 4 e 12 de outubro daquele ano.

1925
Nos EUA e, em seguida, nas filiais, é apresentado o Modelo T Runabout, com caçamba aberta opcional (a 1ª pick-up oferecida pela Ford). São inaugurados um escritório e linha de produção em Recife, à rua Padre Muniz, 343. Entre 1 e 16 de agosto daquele ano, a Ford participa da 1a. Exposição de Automobilismo e Auto-Propulsão no 1º de Janeiro, onde chegou a instalar uma mini-linha de montagem do Modelo T.

1926
Em março daquele ano é inaugurada a nova linha de montagem em Porto Alegre, à rua 7 de Setembro, nº 14.

1927
Inaugurado o Centro de Treinamento de Serviço da Ford em São Paulo, iniciativa pioneira no País para a formação de mecânicos especializados, além da nova linha de montagem no Rio de Janeiro, à Av. Graça Aranha, 333. As linhas de montagem secundárias de Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro seriam desativadas durante a década de 30, fruto da recessão daquela época. A Ford adquire novos terrenos no bairro do Ipiranga (São Paulo), com vistas a futura expansão. Em todo o mundo é paralisada a produção do Modelo T, após mais de 15 milhões de unidades. É apresentado o novo Modelo A que, com seu motor de 4 cilindros e 40 HP, proporcionava novos níveis de desempenho e imensa durabilidade. Um dos veículos de melhor relação custo-benefício da história do automóvel e um dos modelos antigos de maior índice de sobrevivência. O popular Fordinho no Brasil, substituiu o Modelo T e trouxe novos recordes de vendas.
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1929
Acontece o crash da Bolsa de Nova York. A recessão que se inicia afeta profundamente o ritmo acelerado da expansão dos negócios de forma nunca vista nos anos 20. O Ford Modelo A é o automóvel mais vendido no Brasil.

1932
Henry Ford apresenta ao mundo sua genial criação, o 1º motor V8 de baixo custo, que substituiu o Modelo A e trouxe ao alcance de todos a performance desse tipo de motor, antes exclusivo dos carros de luxo. Inicialmente oferecido juntamente com o motor de 4 cilindros aperfeiçoado, em pouco tempo seria o único tipo de motor oferecido pela Ford.

1933
Edsel, filho de Henry Ford, cria o 1º departamento de design automotivo da Ford Motor Company. As criações deste departamento passam a ter grande influência no design de automóveis na indústria.
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1939
A Ford passa a disponibilizar o motor Hercules Diesel nos caminhões e chassis de ônibus de exportação. Foi muito usado no Brasil. Na Europa, a invasão da Polônia, em setembro daquele ano, marca o início da 2ª Guerra Mundial e da paralisação dos negócios automobilísticos. Inicia-se nos Estados Unidos a produção do Lincoln Continental, como modelo 1940, um dos maiores clássicos da Ford Motor Company, e os primeiros exemplares chegam ao Brasil para poucos clientes privilegiados.

1942
Na filial brasileira, a interrupção forçada de produção levou à progressiva nacionalização de componentes de reposição. Este fato culminaria com a produção de veículos totalmente nacionalizados na década seguinte.
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1942/45
A Ford Motor Company interrompe a produção de veículos comerciais durante a 2ª Guerra Mundial, mas passa a produzir os veículos de uso geral, ou general purpose (GP), de onde se originou a palavra Jeep.

1945
Criação da Divisão Lincoln-Mercury O fim da era Vargas, da 2ª Guerra Mundial, e a consequente redemocratização do Brasil, trazem novo alento aos negócios. Lentamente, reinicia-se a montagem de veículos para um público ávido por veículos novos após a paralisação dos anos de guerra.

1946/48
Nos Estados Unidos é anunciada a invenção do transistor, que causaria em pouco tempo profunda revolução tecnológica, inclusive automobilística. O governo Dutra conta com a boa situação de divisas do Brasil, fruto da exportação de alimentos durante a guerra, e retoma a importação de veículos em grandes volumes. Os automóveis Ford, Mercury e Lincoln dessa época, modelos de antes da guerra ligeiramente remodelados, marcam a preferência dos brasileiros por sua extrema resistência e confiabilidade, e são modelos muito lembrados em nosso País. Em 1948 a Ford lança a linha de pick-ups e caminhões Série-F, os primeiros veículos totalmente novos após a 2ª Guerra, que se tornaram clássicos da linha de veículos utilitários. Lançados também os automóveis Ford, Mercury e Lincoln totalmente novos, como modelos 1949, que marcam o ressurgimento da Ford Motor Company após a 2ª Guerra Mundial. Os automóveis europeus, mais acessíveis, voltam a crescer em importância no mercado brasileiro.
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1951
O aumento do preço do café trouxe novas divisas para o Brasil e a importação de automóveis atinge novo recorde. O Ford e o Mercury 1951 marcaram época e são até hoje lembrados por seu conforto, desempenho e confiabilidade. Marcam época também os pequenos veículos Ford importados da Europa, como o Consul e o Zephyr Six (ingleses) e o Taunus (alemão). A Ford Motor Company apresenta a nova transmissão automática, de 3 marchas, nas linhas Ford e Mercury.

1953
A Ford completa 50 anos e a partir de uma divisão criada em 1951, a Ford Archives, foi possível documentar toda a rica história da Ford. Inaugurada a nova fábrica da Ford no Brasil, no bairro do Ipiranga (São Paulo). Montando automóveis americanos e europeus, caminhões, tratores e chassis de ônibus, foi a mais moderna instalação industrial automobilística da época. Humberto Monteiro assume o cargo de Gerente-Geral da Ford brasileira e foi um dos grandes entusiastas da produção nacional de veículos.

1954
Surge o Thunderbird no cenário da indústria automobilística e, rapidamente, se torna um clássico americano. Muitos são importados para o Brasil. Nas comemorações do 4° Centenário da Cidade de São Paulo, o stand da Ford no Parque do Ibirapuera apresenta o veículo, modelo 1955. Líder em pesquisa e desenvolvimento em segurança, a Ford Motor Company coloca em prática o seu 1º crash-test.

1955
As primeiras cabines de pick-ups e caminhões, feitas com aço de Volta Redonda, marcam o programa de nacionalização da produção da Ford no Brasil.
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1956
No dia 17 de janeiro desse ano as ações da companhia foram à venda pública. No final do dia, 10,2 milhões já tinham sido vendidos, o que foi a maior captação inicial (IPO) da história até então. A empresa, antes estritamente familiar, passou a ser 22% pública. O início do governo de Juscelino Kubitschek lança uma nova era de otimismo e nacionalismo desenvolvimentista, que culminaria na total nacionalização da produção de automóveis e caminhões pelo final da década. Encerra-se a montagem de automóveis importados pela Ford brasileira.

1957
A partir dessa data o Edsel, carro batizado com o nome do único filho de Henry Ford, passou a ser desenvolvido por vários anos, mas o lançamento foi tardio, já que a recessão americana criou uma demanda por carros menores e mais leves. O modelo saiu de produção em 1960, mas se tornou muito popular entre os colecionadores de clássicos. Em 26 de agosto daquele ano, o 1º veículo Ford brasileiro, o caminhão F-600 V8 a gasolina, deixa a linha de montagem da fábrica do Ipiranga. Com 40% de nacionalização, ainda tinha motor importado. Em outubro daquele ano foi produzida a primeira pick-up F-100 nacional, também com motor V8 importado.

1958
Inaugurada no complexo industrial do Ipiranga, pelo então Pres. da República Juscelino Kubitschek, a nova fábrica de motores V8. Esse motor era conhecido como Power King. Com o bloco em Y, tinha deslocamento de 4,5 litros e desenvolvia 161 HP.

1959
A Ford Motor Company funda a Ford Credit, que é até hoje a maior empresa de leasing de automóveis do mundo. Apresentado o 1º caminhão Ford médio brasileiro, o F-350, com motor V8 e 2.670 kg de capacidade de carga.

1960
Um dos garotos prodígios de Henry Ford II, Robert McNamara, assumiu a presidência da Ford Motor Company por apenas 2 meses. Sua precoce saída foi causada pela nomeação como Secretário de Defesa do Estado pelo então presidente John F. Kennedy. Na inauguração da nova capital, Brasília, encerra-se o mandato de Juscelino Kubitschek. Seu sucessor, Jânio Quadros, encerraria abruptamente seu mandato alguns meses depois. No final desse ano sai da linha de montagem o 1º Trator Ford Nacional, o 8BR diesel, inteiramente adequado as nossas áreas de cultivo.
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1961
A Ford apresenta o primeiro caminhão F-600 com motor diesel, enquanto Yuri Gagárin realiza o 1° voo de um ser humano na órbita da Terra.

1962
Lançada a nova linha de pick-ups e caminhões Super Ford, enquanto o Brasil conquista pela 2a. Vez a Copa do Mundo realizada no Chile.

1964
17 de abril - Lançado nos Estados Unidos o novo e sensacional Ford Mustang, o maior fenômeno de vendas da história automobilística. Sucesso imediato também no Brasil, o Mustang foi o carro importado em maior número na década de 60. Verdadeiro marco do automobilismo, é um dos grandes clássicos da Ford. Enquanto isso a escalada militar no Vietnã inicia um conflito sangrento que se estenderia por mais de dez anos.

1967
Enquanto em fevereiro o mundo é tomado de surpresa pela Guerra dos Seis Dias no Oriente Médio, a Ford produzia seu primeiro automóvel brasileiro, o Galaxie 500, com o motor V8 de 4,5 litros produzido no Brasil. O carro foi apresentado ao público em 2 de abril daquele ano e foi o primeiro automóvel verdadeiramente moderno feito no Brasil. Já em outubro, a Ford adquire o controle acionário de Willys-Overland do Brasil, fábrica em São Bernardo do Campo que está em atividade até hoje.

1969
É apresentado ao público o Ford Corcel, veículo destinado ao mercado de carros médios, derivado de projeto da Willys-Overland que recebeu centenas de aperfeiçoamentos. É até hoje o automóvel de maior produção na história da Ford brasileira. Apresentado também o LTD, versão mais luxuosa do Galaxie, primeiro automóvel nacional com transmissão automática. Enquanto isso, Neil Armstrong é o 1º homem a pisar sobre a superfície da Lua. Alguns meses depois, Pelé marca seu 1000° gol.
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1970
Apresentado o Landau, versão ultra-luxuosa da linha Galaxie como modelo 1971. neste ano também o Brasil vence a Copa do México, conquistado o Tri-Campeonato Mundial de Futebol.
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1973
Deixa a linha de montagem o primeiro Ford Maverick brasileiro. Equipado com motor Willys de 6 cilindros ou o moderno V8 302 importado, igual ao utilizado no Mustang, o Maverick é hoje um marco entre os carros de alta performance no Brasil. No final de 1973 inicia-se o embargo dos países produtores de petróleo, provocando alta dos preços e falta de combustíveis, e iniciando uma corrida a carros menores e mais econômicos.

1976
Inaugurada no Brasil, em São Bernardo do Campo, a nova fábrica de tratores Ford.
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1978
Introduzido o Corcel II, baseado na plataforma do Corcel porém totalmente modernizado. Estabeleceu recordes de venda e foi o maior sucesso da Ford no Brasil. Inauguração do Campo de Provas de Tatuí, em São Paulo.

1979
Descontinuado o Maverick em abril, após mais de 108 mil unidades produzidas. A Ford anuncia a produção de veículos a álcool no Brasil. Início da produção da F-1000, pick-up com motor Diesel e capacidade de uma tonelada de carga.

1983
Descontinuado em janeiro o Landau, último remanescente da linha Galaxie. Foi o último automóvel com motor V8 produzido no Brasil. Introduzido como modelo 1984 o Escort, carro mundial da Ford com o motor de 4 cilindros 1.6L CHT. Foi o primeiro carro da Ford no Brasil com motor transversal. Toda a linha da Ford é reconhecida nacionalmente como a melhor motorização a álcool do mercado. O Escort é exportado para a Finlândia. Toda a linha Ford é reconhecida nacionalmente como a melhor motorização a álcool do mercado.

1986
Criação da Autolatina, joint-venture com a Volkswagen do Brasil. Aquisição de 10% da Kia Motor Company (South Korean).
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1987
Aquisição de 75% das ações da Aston Martin Lagonda.

1989
O motor 1.8L da Volkswagen passa a equipar as linhas Escort e Del Rey.

1990
Aquisição da Jaguar Cars, tradicional fabricante britânico de automóveis de alto luxo.

1991
Apresentação do Versailles no segmento de carros de luxo. Lançamento do serviço Quality Care.
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1994
Iniciada a importação do Ford Taurus dos Estados Unidos e do Ford Mondeo da Europa, para o segmento de alto luxo. Compra da Hertz. Aquisição dos demais 25% da Aston Martin Lagonda, completando 100%.

1995
Iniciada a importação dos Estados Unidos da pick-up média Ford Ranger, inaugurando um novo segmento no mercado de pick-ups. Dissolução da Autolatina.

1996
Início de produção do Ford Fiesta nacional, produzido na fábrica de São Bernardo totalmente reprojetada e uma das mais modernas do mundo. Joint Venture entre a Ford (90%) e Kia Motor Company (10%). Reinaugurada a Fábrica de Motores e Transmissões de Taubaté, para suprir a produção do Ford Fiesta nacional.

1997
Lançamento do novo motor Zetec RoCam nos veículos Ford Fiesta, Ford Ka e Ford Courier modelo 2000. Aquisição da Volvo Cars, fabricante sueco de veículos mundialmente conhecidos pela segurança, conforto e desempenho.
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2000
Surgimento do Ford Focus, lançamento que revolucionou a imagem e o design da marca. Lançado com a campanha O carro que você imaginava existe, o Ford Focus assume a posição de um dos carros mais premiados no Brasil e no mundo.

2001
Início das operações do Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari (BA), a nova unidade automobilística da Ford Brasil, com capacidade para produzir 250 mil veículos por ano, 850 veículos por dia, 1 veículo a cada 80 segundos. É a mais recente prova da união da tecnologia de ponta, preocupação com os aspectos sociais e iniciativas ambientais, ou seja, sucesso na dose certa para comemorar o Centenário da Ford em 2003.

Fiesta Street Sedan
Lançado no Brasil em 2001, o Ford Fiesta Street Sedan representa a terceira geração do modelo, que se diferencia por um design mais trabalhado: traseira moderna e agradável, compatível com o conjunto, e aumento de 5cm na distância entre eixos. Além disso, o modelo possui um preço acessível e é uma ótima opção no segmento.

Ka Freshining
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O Ford Ka Freshining é um compacto distinto, que surpreende por sua dirigibilidade, design externo e equilíbrio de detalhes. As principais modificações que fazem do modelo uma ótima opção para quem busca beleza, performance e economia são: nova tampa do porta-malas com alojamento para a placa; novo vidro traseiro; lanternas do tipo "see-throught"; novos para-choques dianteiro e traseiro com desenho mais robusto; nova grade dianteira mais agressiva; motor Zetec RoCam 1.0/1.6L.

2002
Novo Motor PowerStroke 2.8L com TGV.
Para melhorar o desempenho das picapes da Ford em 2002, um novo e potente motor passa a equipar a Ford Ranger: o motor Power Stroke 2.8 Turbo Diesel, que oferece 18% mais potência e 32% mais torque do que os modelos com a motorização anterior. E para adequar esse novo motor à Ford Ranger, outras modificações são aplicadas tornando-a ainda melhor: nova transmissão, fabricada pela Eaton; embreagem auto-ajustável; suspensão recalibrada; e eixo traseiro com diferencial antiderrapante.

Ranger Limited
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Versão de luxo da pick-up com bancos em couro, santo-Antônio, estribo, maçanetas e espelhos retrovisores externos cromados.

Novo Ford Fiesta 
O novo Ford Fiesta chega ao Brasil em junho de 2002 e traz modificações especiais em comparação ao modelo europeu. Os faróis trazem luzes de direção no canto inferior interno; os para-lamas com arcos destacados remetem ao Ford Focus. O design é moderno e arrojado com capô curto, lanternas traseiras nas colunas, arcos pronunciados nos para-lamas. O painel é completamente novo, com destaque para os difusores de ar. Há ainda um aumento no comprimento, para 3,91m, e nos entreixos, 2,49m.

2003
EcoSport

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O lançamento do Ford EcoSport é o maior investimento da Ford no segmento de SUVs no Brasil, já que a marca só oferecia o modelo Ford Explorer na categoria. O Ford EcoSport, que chega ao mercado em abril, está disponível nas versões XL 1.0L 8V Supercharger, XL, XLs e XLT 1.6L 8V Rocam e XLT 2.0 16V Duratec. Em relação ao design, o modelo faz um balanço entre a robustez da parte frontal e a sobriedade do desenho na lateral e na traseira. O veículo oferece direção hidráulica, volante com ajustes de altura, vidros verdes e imobilizador antifurto de série. Lançamento do Cargo 4331 MaxTon.

Focus Freshining
A Ford inicia as vendas da linha 2004 de Ford Focus com uma série de inovações. Os modelos passam a oferecer uma nova motorização 1.6L 8V ao lado do já conhecido Zetec 2.0L 16V , nas versões de acabamento GL (somente para Ford Focus Hatch 1.6 8V) , GLX e G HIA . O design também é um dos pontos fortes na nova linha, que assim como o espaço interno, o desempenho, a dirigibilidade, o conforto e a segurança, ganha um toque extra de modernidade.

F-250 Cabine Dupla 
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A Ford F-250 Cabine Dupla da Ford, nasce para reforçar o diferencial da marca na categoria picapes médias. A Ford F-250 oferece robustez, maior espaço interno, para até seis passageiros, e maior capacidade de carga. Em comparação à irmã menor, tem 90 centímetros a mais no comprimento e banco traseiro amplo, o melhor do mercado. O motor é MWM Turbo Diesel com Intercooler, seis cilindros em linha, 4,2 litros e 180 cavalos.

Ranger Storm
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A Ford Ranger Storm é uma versão especial que além de motor Power Stroke Turbo Diesel, tração 4x4 e cabine dupla, oferece ainda um kit de personalização que permite dar à picape a mesma aparência do modelo Storm. O kit é composto de uma série de itens diferenciados de estilo que dão personalidade ao visual do veículo. Na parte externa, a picape se destaca pelo acabamento cinza fosco dos pára-choques, grade do radiador, espelhos retrovisores, estribos e santantônio pintados com tinta especial. Todos os produtos são homologados pela engenharia da Ford e suas instalações são feitas por técnicos treinados.

Ranger Limited Two Tone 
A mesma versão com pintura diferenciada em dois tons: preto/prata; azul/prata e prata/cinza.

2004 EcoSport 4WD
O lançamento do Ford EcoSport 4WD revoluciona ainda mais a categoria SUVs com a marca Ford. É a junção de estilo, conforto e sofisticação com mais força e segurança para enfrentar desafios. Além de modificações internas, o Ford EcoSport 4WD oferece o sistema de tração Control Trac II, com módulos automático e bloqueado. O modo automático funciona de forma inteligente, transferindo, de acordo com a necessidade, tração para as rodas traseiras. O modo bloqueado tem acionamento através do botão no painel e deve ser usado em terrenos mais severos. Uma vez acionado, a força é transferida, igualmente, para as quatro rodas. O Freio ABS, com sensor G de última geração, é mais uma importante inovação do Ford EcoSport 4WD.

Ford Fiesta Flex
O novo motor RoCam 1.6L Flex do Ford Fiesta, oferece importantes diferenciais que proporcionam melhor performance, maior economia e maior nível de conforto do veículo. São eles: potência máxima de 111 cv a álcool e 105cv a gasolina; sistema de injeção eletrônica de última geração; máximo desempenho com qualquer mistura álcool/gasolina; maior durabilidade da bobina e velas; entre outros. Além disso, esse novo motor possui padrão RoCam de qualidade e confiabilidade, utilizando a tecnologia multi-combustível mais avançada do mercado.

Ford Ranger
A Nova Ford Ranger modelo 2005 é uma evolução do modelo, mantendo tudo o que já tem de melhor e adicionando inúmeras inovações. Seu design é inspirado na premiada F-150 americana, a picape mais vendida no mundo. São linhas modernas, fortes e atraentes destacadas pelo capô alto, com vinco centrais, faróis circulares em formato tipo canhão, lentes transparentes, luz de pisca incorporadas ao conjunto e outros. Internamente, a Ford Ranger possui bancos inteiramente novos tanto na sua concepção quanto no material: encostos de cabeça reguláveis, reclinador total e trilho de curso amplo. O banco do motorista possui ainda ajustes de altura e lombar. Além do visual, os motores da Nova Ford Ranger continuam sendo os mais fortes da categoria e estão disponíveis com transmissões 4x2 e 4x4.

Ford Fiesta Sedan
O novo veículo da família Ford Fiesta traz em sua versão sedan, mais vantagens em termos de estilo, espaço, conforto, conveniência e desempenho. A traseira elegante, forma um conjunto harmônico e completamente integrado com a carroceria. As linhas laterais formam um desenho dinâmico, que faz com que o carro transmita a sensação de movimento. O espaço interno também é um importante diferencial: maior espaço para motorista e ocupantes e banco traseiro bipartido com assento rebatível, ótimo para transporte de volume. O Ford Fiesta Sedan é vendido com três versões de motores: Zetec RoCam 1.0, 1.0 SuperCharger e RoCam 1.6 Flex.

Ford Explorer 
Chega ao Brasil o utilitário esportivo líder de vendas no mundo: a Nova Ford Explorer 2005. E o modelo já chega trazendo inúmeras novidades em relação à segurança, ao estilo e conforto do veículo. A versão vendida no país é a Limited, top de linha, que vem equipada com motor a gasolina V6 4.0L, com 213cv de potência, transmissão automática de cinco velocidades e tração inteligente nas quatro rodas. O que mais impressiona, é o seu completo sistema de segurança que o coloca como um dos produtos mais avançados na categoria: Sistema Ford Personal Safety System, combina air bags frontais de duplo estágio e cintos de segurança com pré-tensionadores, com sensores eletrônicos controlados pelo computador central; Sistema Safety Canopy, sistema mais avançado da categoria para proteção em casos de capotamento, que consiste de cortinas de ar laterais acionadas por sensores eletrônicos, travamento automático das portas; freios ABS nas quatro rodas; Sistema de Monitoramento de Pressão de Ar dos pneus entre outros itens. O design também foi repensado: traz funcionalidade e versatilidade sem perder a identidade visual do veículo.


Fonte:
ford.com.br

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Studebaker

A criatividade de South Bend
Único fabricante de carroças a produzir automóveis, a
Studebaker teve no Champion seu maior sucesso
Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
A Studebaker surgiu em 1852, da união de cinco irmãos com esse sobrenome -- John, Clement, Peter, Jacob e Henry -- para fabricar carruagens, carroças e equipamentos em South Bend, no estado americano de Indiana. Meio século depois iniciavam a produção de automóveis elétricos, que mais tarde passariam a utilizar motor a gasolina. Foi o único fabricante nos EUA a acompanhar a transição das carroças aos veículos motorizados.
O primeiro Champion, de 1939: motor de seis cilindros, bom padrão de conforto e preço inferior ao dos concorrentes de mecânica similar
Na década de 1930, a marca voltava a se interessar por uma experiência mal-sucedida no passado: fabricar carros mais simples e baratos. Iniciado em 1935, era concluído em quatro anos o projeto do Champion, visando a um modelo econômico, mas confortável e de bom desempenho. Os desenhos interno e externo ficaram a cargo de Raymond Loewy, que se tornaria famoso entre outros trabalhos por reestilizar a garrafa da Coca-Cola.

O Champion de 1939 foi um sucesso. Mais leve que os carros americanos de então, consumia menos, era mais barato que qualquer seis-cilindros da concorrência e oferecia itens de conveniência apreciados, como um sistema de aquecimento do interior. Vinha nos acabamentos Custom e Deluxe, com motor de 2,8 litros e carrocerias cupê, Club Sedan e Cruising Sedan.
O modelo 1942 foi o último antes que a guerra levasse o governo a encomendar veículos militares, interrompendo a produção de carros
Sua introdução representou um aumento de quase 100% na produção da Studebaker, chegando a 72 mil unidades naquele ano e tornando-a o maior fabricante independente de automóveis dos EUA. Mas a Segunda Guerra Mundial estava começando e, com ela, as encomendas de caminhões para a França, Holanda e Bélgica, que o adaptavam a fins militares. Também a China adquiria chassis desses veículos, aos quais aplicava carroceria própria.

No início de 1941 o governo americano contatava os fabricantes locais para produzir veículos militares. À marca de South Bend couber fornecer caminhões e motores aeronáuticos, tendo a produção de carros sido interrompida em janeiro de 1942, pouco após o ingresso americano no conflito. Entretanto, a empresa demonstraria dinamismo ao iniciar, já no ano seguinte, o projeto de retornar à fabricação de automóveis -- e não só de velhos modelos pré-guerra, mas de um carro realmente novo.
O Champion de 1947: o primeiro automóvel realmente novo lançado nos EUA após o conflito, com estilo moderno e motor de 3,7 litros
Em dezembro de 1945 era lançado o Skyway Champion 1946, nada mais que uma reedição do antigo modelo. O motor de seis cilindros e 2,8 litros desenvolvia 80 cv de potência bruta a 4.000 rpm, modestos para os 5,02 metros de comprimento. A verdadeira novidade chegava quatro meses depois: o Champion 1947, apresentado com o mote first by far with a postwar car, ou "de longe a primeira com um carro pós-guerra" -- como se sabe, outras marcas demoraram a lançar carros realmente novos após o conflito. 
A novidade surpreendia pelas linhas modernas: os pára-lamas estavam integrados ao corpo principal e algumas versões tinham vidro traseiro bastante envolvente, gerando o curioso comentário de que não se sabia se o carro estava indo ou vindo... O desenho era atribuído a Loewy, mas há quem garanta que do pára-brisa para a frente era obra de Virgil Exner. As portas traseiras eram do tipo "suicida", articuladas atrás.
O Champion de 1950 marcou época pelo "nariz-bala", o curioso elemento aplicado à frente. Além de cupê e sedã, oferecia esta versão conversível
Os americanos o compraram como pão quente, levando a Studebaker a uma posição de lucro e prosperidade que há muito não via. A grande demanda exigiu o aumento da produção. Como aço ainda era uma matéria-prima difícil de obter, a empresa acabou adquirindo em 1947 a Empire Steel Corporation, de Mansfield, Ohio, para garantir seu fornecimento. No mesmo ano uma nova fábrica era inaugurada em Hamilton, Ontário, no Canadá, e a unidade de construção de motores para bombardeiros era convertida para os automóveis.

Na linha 1950 era lançado novo desenho frontal, conhecido como bullet-nose ou nariz-bala, em alusão ao elemento central do capô que parece uma bala pronta a ser disparada. Embora algo semelhante já existisse no Tucker Torpedo de 1948 e no Ford 1949, os historiadores atribuem mesmo à Studebaker sua criação: a equipe de Loewy já construíra um protótipo com a "bala" em 1943 e dois membros do grupo, Robert Bourke e Holden Koto, seriam os responsáveis por aplicá-la ao Ford anos depois.
O desenho atribuído a Raymond Loewy impressionou. O vidro traseiro envolvente gerou comentários de que "não se sabe se ele está indo ou vindo"
O nariz-bala provocou comentários bem-humorados, mas quem riu por último foi a Studebaker: em 1950 atingia 268 mil unidades, a maior produção anual de sua história. Além de recursos como freios auto-ajustáveis e suspensão dianteira com molas helicoidais, o carro oferecia a caixa automática denominada Automatic Drive, ou condução automática, desenvolvida pela Borg-Warner. Sua peculiaridade era eliminar a ação do conversor de torque a partir de 93 km/h, tornando solidária a ligação motor-rodas motrizes -- algo bastante comum hoje, mas era 1950!

Além dessa vantagem, havia um sistema que evitava que o carro andasse sozinho (creeping, em inglês) quando estivesse parado em drive, mesmo sem o freio de serviço estar acionado, mediante aplicação automática do freio traseiro -- não era feito no conversor de torque, a exemplo de Astra e Zafira, que exigem pisar no freio. Outro sistema útil impedia o recuo do veículo nas subidas, obtido a partir do tambor da roda-livre. O mais incrível: a eletrônica ainda não havia chegado ao automóvel. Era tudo por comando hidráulico.
Na versão de quatro portas as traseiras eram "suicidas", com abertura invertida. Um motor V8 de 120 cv brutos trazia melhor desempenho ao modelo Commander em 1951
No ano seguinte chegava um novo motor, seu primeiro V8 de válvulas no cabeçote. Aplicado ao Commander 1951, uma versão mais luxuosa do Champion, tinha 3,8 litros de cilindrada e potência bruta de 120 cv a 4.000 rpm. Os americanos, mais uma vez, aprovaram a novidade e fizeram um bom ano para a marca.

Uma nova carroceria aparecia em 1952, ano do centenário da empresa, com o lançamento do Commander Starliner. Um conversível era escolhido como carro-madrinha (pace car) da famosa 500 Milhas de Indianápolis. Mais tarde, em 1959, viria o compacto Lark. Em 1964 a produção da empresa era transferida ao Canadá e em 1966 encerrada, permanecendo apenas o carro esporte Avanti .

fonte: http://bestcars.uol.com.br/ph/136b-2.htm

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O Zé do Caixão e sua Turma

História do TL e Varaint

Derivado dos Typ 3 alemão (mais especificamente de um protótipo da matriz que não entrou em produção), o Brasil viu em 1968 a estréia do VW 1600, um carro de três volumes e quatro portas, com um motor a ar de 1600 cc, instalado na traseira. Acomodava quatro passageiros e desenvolvia cerca de 135 km/h.
A dianteira, única no mundo, possuía faróis retangulares até 1970, quando foram substituídos por dois faróis redondos de cada lado.
A fábrica sustentava o marketing na beleza do carro que aparantemente só ela via, e o carro teve sucesso limitado, sendo popular apenas entre os taxistas. Suas formas retangulares lhe renderam o curioso apelido de "Zé do Caixão", talvez por sua semelhança com um esquife, ou talvez por parecer uma criação do famosos cineasta. Outro curioso apelido, este mais conhecido no sul do país era "saboneteira". Embora sendo um apelido menos agressivo que o de "Zé do Caixão", também não contribuiu para que o pequeno carrinho caísse nas graças do povo. Ele saiu de linha em 1971.
VW 1600 QUATRO PORTAS (ZÉ DO CAIXÃO)
TL e Variant
Entretanto os frutos foram positivos para a Volks. Derivado dele, a fábrica seguiu a tendência natural da linha européia, lançando o dois volumes e meio (fastback) TL e a caminhonete (perua) Variant. Ambos possuíam a mesma motorização do 1600, porém o estilo de carroceria fez toda a diferença. Além da pequena área de carga na dianteira, agora havia um amplo espaço na traseira, ampliado pelo motor horizontal, que ocupava bem menos espaço (a ventoinha ficava agora montada no virabrequim) - no caso da Variant, o espaço total para carga chegava a 640 litros. E o problema da rejeição ao design foi solucionado em 1971, através de uma estilização da dianteira, adotando as linhas do modelo 412 alemão. O interior era pouco mais que espartano.
Variant 1969
Os modelos acumularam boas vendas no decorrer da década de 70, e a Variant inclusive superava no mercado interno a Ford Belina, muito mais avançada tecnologicamente (em grande parte devido as péssimas condições das estradas brasileiras).
TL 1969
Entretanto, apesar do sucesso no mercado brasileiro e da ausência de competidores (a Volks dominava cerca de 70% do mercado brasileiro), a idade do projeto começava a pesar (o similar europeu era de 1961), e a Volks, que já experimentava dificuldades no exterior com a linha "a ar", decidiu introduzir também aqui a linha Passat, já em 1974, ocupando o mesmo nicho de mercado do TL. Esta concorrência interna, somado ao lançamento do VW Brasília, decretou o fim da linha TL/Variant em 1977. 
Variant 1972
TL 1962A Variant II
Entretanto não seria essa a última tentativa da Volks de viabilizar um projeto com motor a ar. Logo, ao invés de trazer a versão perua do Passat (também chamada Variant, nome que persiste até hoje), a Volks do Brasil investiu em um projeto próprio, a Variant II, basicamente uma versão maior do Brasília. Com vários avanços técnicos, notadamente a suspensão McPherson na dianteira e braços semi-arrastados na traseira, o modelo impressionava quando comparado a sua "irmã mais velha". Inclusive, o uso desse tipo de suspensão na dianteira preconizava o uso de um motor dianteiro, o que jamais ocorreu. Porém problemas mecânicos inerentes ao modelo (e o futuro lançamento da Parati planejado pela fábrica, para ocupar a mesma posição de mercado) trouxeram o fim do modelo já em 1980.
                                                                        Variant 2


fonte http://oficinavw.blogspot.com.br/2009/02/derivado-dos-typ-3-alemaes-mais.html




História do Fenemê F N M



logotipo




Fábrica
Fábrica

A construção da Fábrica Nacional de Motores (FNM) foi iniciada em 1940, no governo de Getúlio Vargas, na cidade de Duque de Caxias-RJ, distrito de Xerém.  Ela foi idealizada pelo Brigadeiro Antônio Guedes Muniz, tendo sido oficialmente fundada em 13/06/42, para a construção de motores aeronáuticos, que seriam utilizados em aviões de treinamento militar.  Era a época da IIa. Guerra Mundial, e em troca da utilização de bases militares no nordeste brasileiro, o governo norte americano deu incentivos financeiros e  assistência técnica, para a construção tanto da FNM, como da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional).
A produção de fato começou apenas em 1946, quando o maquinário ficou pronto, e pouquíssimas unidades de motores de avião chegaram a ser construídos pela FNM pois, com o fim da guerra, os mesmos já estavam ultrapassados e se tornaram obsoletos. Nesta época a FNM já era chamada de “cidade dos motores”.
Inicia-se então um período de reformulação, e como as excelentes máquinas importadas para a fabricação daqueles motores facilmente se adaptavam a vários outros tipos de produção, iniciou-se a fabricação de geladeiras, compressores, bicicletas, tampinhas de garrafas e peças para trem, fazendo-se também serviços de revisão de motores de avião.  Isso até 1948.
No começo de 1949 a FNM firmou contrato com a Italiana Isotta Fraschini para a fabricação de um caminhão Diesel de 7,5 lt, inicialmente apenas montado aqui, mas com projeto de nacionalização progressiva. Até o fim daquele ano foram entregues 200 desses caminhões, denominados FNM IF-D-7300 para 7.500 kg.  Mas já em 1950 a Isotta, que enfrentava dificuldades financeiras em casa, veio a encerrar as suas atividades.

Linha de montagem
Linha de montagem

Em vista disso, pouco tempo depois (ainda em 1950) a FNM  firmou um novo acordo, com a também italianaAlfa Romeo, pelo qual seriam fabricados os caminhões Alfa Romeo, e também chassis para ônibus, sob licença da marca italiana. Os caminhões seriam denominados FNM-Alfa Romeo D-9.500, e seriam equipados com motor de 130 CV, tendo uma capacidade de carga de 8.100 kg (aumentada para 22.000 kg, se acoplado a uma carreta de dois eixos).
Já em 1951 começou a produção do FNM D-9,500, mas a sua comercialização só se daria no início de 1952.  Graças a suas características de grande robustez, foi imediatamente muito bem aceito no mercado.  Além disso, era o único caminhão a possuir uma espaçosa cabine leito dotada de duas camas, ideal para longas viagens, que então duravam de semanas a meses.

Motor reformado
Motor reformado

Já em 1958 a FNM lançava o modelo D-11.000, com motor de 11 litros e potência de 150 CV, a qual seria aumentada para 175 CV em 1967.  Em 21 de abril de 1960, em comemoração à fundação de Brasília, a FNM lança o 1º automóvel da sua linha, derivado do Alfa Romeo 2000, e denominado FNM JK.  Posteriormente ele seria substituído pelo modelo FNM 2150, e mais tarde pelo Alfa Romeo 2300.
  • Em 1968 a fábrica foi vendida para a Alfa Romeo italiana, numa das primeiras privatizações do país;
  • Em 1972, lançou os novos caminhões FNM 180 e 210, com 180 CV e 215 CV, respectivamente;
  • Em 1973 a FIAT compra 43% das ações da Alfa Romeo, e em 1976 assume o total controle acionário.  A Fiat continuou produzindo os FNM 180 e 210 até 1979, quando os substituiu pelo FIAT 190;
  • Em 1985, já administrada pela Iveco (empresa italiana do grupo FIAT) e com o declínio acentuado na venda de caminhões, encerra as suas atividades no Brasil.
Abaixo, um foto atual da fábrica, cuja estrutura foi tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional.

Fábrica - Hoje tombada pelo patrimônio histórico nacional
Fábrica – Hoje tombada pelo patrimônio histórico nacional

Modelos de cabines
O caminhão FNM teve dois grandes modelos distintos, ambos de origem italiana: O FNM – ISOTTA FRASCHINI que foi produzido em 1949 e 1950 com chassi e mecânica Isotta, sendo pouquíssimas unidades montadas, e o FNM – ALFA ROMEO, com chassi e mecânica Alfa Romeo, produzido sob licença da montadora européia, com dezenas de milhares de unidades fabricadas no Brasil, e cuja saga acabou se confundindo com a história do transporte rodoviário do país.
O FNM – ALFA ROMEO foi equipado com aproximadamente uma dúzia de cabines diferentes, mas até quem não entendia de caminhões sabia, só de olhar, que se tratava de um FNM, pois qualquer que fôsse a cabine, a sua “personalidade” era notável, mesmo que estivesse sem as garrafais letras F-N-M na grade frontal.  Era portanto muito fácil distinguí-lo dos outros caminhões. Houve apenas uma cabine  – a “Futurama” – que era bastante diferente e destoava dessa personalidade dos caminhões FNM, porém seu projeto foi abandonado e nunca chegou a ser produzida em série.
Como o maquinário da FNM fora projetado para a fabricação de motores e adaptado para fazer chassis e parte mecânica, tinha uma capacidade de produzir muito mais chassis do que cabines, as quais eram então feitas de maneira artesanal (as primeiras cabines haviam sido importadas da Itália, mas eram caras demais e descaracterizavam o FNM como um produto brasileiro).  Devido a este problema, a fábrica teve que cadastrar empresas terceirizadas para fornecerem boa parte dessas cabines, o que de certa forma diversificava os modelos, os quais deram uma cara bem brasileira aos caminhões, tornando-os únicos no mundo.  Só em 1962, com a reestruturação da fábrica e a aquisição de enormes máquinas de estampagem de chapas de cabines, conseguiu-se produzí-las em número suficiente para dispensar as empresas terceirizadas.  Salienta-se que as cabines alternativas eram enviadas à Fábrica Nacional de Motores, em Xerém, onde eram montadas no chassi – salvo algumas exceções, a gosto do cliente.
Existiram outras cabines que equiparam os caminhões fenemê, provavelmente fabricadas artesanalmente em pequenas oficinas, pois há registros fotográficos de algumas delas, embora não se tenha informações precisas acerca das empresas que as montaram.
FNM ISOTTA FRASCHINI
Primeiro caminhão FNM produzido no Brasil, marcou o pioneirismo da FNM da Indústria automobilística nacional. Apenas 200 unidades foram produzidas. Foi o único FNM com cabine recuada (”bicudo”).
 isotta fraschini
CABINE ALFA ROMEO
Poucas unidades importadas, até o início da fabricação das cabines nacionais.
 alfa romeu
CABINE 800 BR
Primeira cabine fabricada pelo FNM. Pelo desenho frontal, tendo os pára-brisas curvos na parte inferior, foi inspirada na cabine do Alfa italiano. Muito parecida com a cabine Standard, serviu provavelmente de base para o projeto que resultou naquela cabine.
 800br
CABINE STANDARD
Fabricada pela própria FNM de 1954 a 1972. Teve algumas pequenas modificações ao longo dos anos, sendo as principais em 1959, quando ela foi alongada e teve a posição dos faróis alterada, e em 1966, quando a sua grade frontal (com as grandes letras FNM)  foi trocada pela grade nova, com o emblema circular FNM vermelho.
CABINE STANDARD INTERMEDIÁRIA – Produzida provavelmente de 1951/1952 a 1953, quando deu lugar à cabine Standard que foi produzida até 1972.
 standard
CABINE STANDARD
Com a grade antiga (1954 a 1965):
Farol e lanterna “em pé” – somente ano 1958 para D11.000
 standard2
Standard farol e lanterna “deitados”.
standard deitada
Com a grade nova (1966 a 1972):
 standard grade nova
CABINE INCA
São Paulo – anos 50 – inspirada nas cabines do Alfa Romeo importado da Itália, tinha os vidros do pára-brisas basculantes, que abriam para frente, ventilando o seu interior.
 inca
CABINE BRASINCA
São Caetano do Sul – 1954 a 1962 – Uma das principais cabines utilizadas pela FNM, um pouco maior e mais luxuosa que as outras. Também sofreu algumas modificações ao longo dos anos, sendo as principais em 1956, quando os vidros planos do pára-brisas deram lugar a vidros curvos, e em 1959, onde teve alterada a posição dos faróis (do peito para perto do pára-choques) e recebeu nova grade frontal;  essa configuração foi apelidada de “Boca de Bagre”.
Abaixo, dois Brasincas originais, D-9.500 (à esquerda) e D-11.000:
brasinca
CABINE BRASINCA “BOCA DE BAGRE”:
boca de bagre
CABINE METRO
Rio de Janeiro – 1951 a 1959/60 – A única cabine que abria a porta pela parte de trás, como os caminhões e carros de outras marcas. Todas as demais cabines FNM tinham a abertura na parte da frente, o que lhes valeu o apelido de portas “matadeiras” ou “assassinas”, pois o motorista (ou o carona) podiam cair da cabine ao tentar segurá-las, quando as portas se abriam acidentalmente com o veículo em movimento.
 metro
CABINE CAIO
São Paulo- anos 50 – Era utilizada principalmente nos fenemês Papa-Filas. (ônibus de grande porte semelhante a uma carreta,  rebocado por um cavalo mecânico).  As últimas, mais modernas, tinham 4 faróis e se pareciam com os ônibus da própria CAIO.
caio
CABINE CERMAVA
Rio de Janeiro – anos 50 – Também era utilizada nos ônibus Papa-Filas:
 cermava
CABINE DRULLA
Curitiba – 1951 a 1959/60 – Uma das primeiras cabines da FNM, tinha o interior (estrutura) feito de madeira, onde a cabine e as suas chapas eram presas por parafusos.
 drulla
CABINE RASERA
Curitiba – anos 50 – Muito parecida com a Drulla, também tinha a estrutura interna de madeira.  O dono da fábrica era ex-funcionário da Drulla, daí a grande semelhança entre ambas as cabines.
 rasera
CABINE FUTURAMA
Protótipo que chegou a ser apresentado à imprensa especializada e ao público no Salão do Automóvel de 1967 (S.Paulo), mas que foi abandonada e não chegou a entrar em produção.  Diferente de todas as outras cabines FNM, não trazia, a meu ver, a personalidade de um legítimo FNM.
 futurama
CABINE FNM 180 E 210
1972/1979 era a mesma cabine do MILLE, utilizada nos Alfas italianos de 1958 a 1964.  Mais moderna e espaçosa que as anteriores, foi posteriormente utilizada nos caminhões FIAT 190 (já com mecânica FIAT), com 2 diferenças notáveis:  grade frontal simplificada (com menos travessas, ou “costelas”) e porta que abria na parte de trás, como acontecia nas cabines Metro.
Abaixo, um FNM 180 ano 1976:
 180 210
cabine
Além das listadas, eis algumas outras cabines que foram produzidas para os caminhões FNM:
GABARDO – Curitiba – Apesar de ter a estrutura interna de madeira, era idêntica à cabine Standard da FNM, e era utilizada para reposição.
FIEDLER – Curitiba – Não há notícias ou fotos desta cabine – dizem que era semelhante à Drulla, porém maior e mais espaçosa.
SANTA IFIGÊNIA – Não há fotos ou descrições disponíveis.
KABI – Rio de Janeiro – idem (alguns dizem que era igual à Standard).
CARRETTI – São Caetano do sul – 1961/62 – idêntica à Cabine Brasinca, que provavelmente as produziu com este nome quando passou a fazer cabines para uma montadora concorrente da FNM.
IRMÃOS AMALCABÚRIO – Caxias do Sul -Também igual à cabine Standard, era bastante utilizada para reposição.
Tomara que tenha gostado desse pouco de história de um ícone das estradas brasileiras. Com seu ronco, aparência e força inegáveis. Um brasileiro nato.

fontehttp://blogdocaminhoneiro.com/2009/06/historia-da-marca-feneme-fnm/